quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

sometimes there's so much beauty in the world i feel like i can't take it, like my heart's going to cave in...

domingo, 20 de dezembro de 2009

cara, o que tá acontecendo? fim de ano é sempre assim. a gente nem percebe que tá acabando, e quando a água, ou, os dias e as enchessões de saco começam a bater na bunda parece que vem tudo de uma vez, toda aquela carga emocional que você andou controlando nos últimos meses vem à tona, daí você deixa de ser a perfeitinha, saca, daí você se fode nas provas, pega recuperação, briga com a parentada toda, briga com os professores, e com os colegas, e descobre que tem gente de outro estado que você nunca ouviu falar que te odeia, daí sente ciúmes irracionais, abandona o livro que tava lendo, por birra, por preguiça, cara, é uma burrice, juro por deus que me entristeço, é uma burrice desmedida, uma pressão sem cabimento, uma tendência conspiratória filha da puta que acontece em toda merda de fim de ano pregando que as coisas parecem estar indo pro caminho errado e, puxa, não é que estão mesmo? e tudo se perde.

ah, então é assim, rápido? que merda, é, cara, é assim mesmo, natal, aniversário, ano novo e fim dos tempos e das espectativas, pronto, tá todo mundo fodido em ressaca, a dignidade escassa do ano se perde em um vômito alcoolico na privada do seu ex namorado ou em uma trepada mal sucedida. dia infeliz, cara. ai de quem contestar. ano passado deu o que falar, nem vi passar, ó, pisquei, e fiquei mais velha. lindo, isso. pisquei, e furaram meu olho enquanto eu estava viajando. pisquei e não quis ver mais nada, quando acordei, merda, já é dois mil e nove, e agora? que vai ser da minha vida sem ela, sem todo o resto? é isso. meu reveillon foi um soluço daqueles engasgados, que doem lá bem no fundo. porrada no estômago. um suspiro entalado.

é claro que deu-se um jeito, né, sempre se dá. mas francamente, estou enjoadíssima com a possibilidade de viver toda aquela palhaçada de novo. não busco ser entendida. acho isso um saco. vou meditar até o ano que vem - quem sabe?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

simpaticíssimo.

ah, simpatia?

são duas almas bem gêmeas.
que riem no mesmo riso,
que choram nos mesmos ais.
são vozes de dois amantes,
duas liras semelhantes
ou dois poemas iguais...

sábado, 21 de novembro de 2009

"take good care."

que alguém igual não há de ter.

domingo, 15 de novembro de 2009

we like to watch you laughing

...escolhi há muito tempo ser indiferente ao mundo pra não ter que me envolver com ele, não ter que me envolver com mais nada. Eis que agora me vejo numa encruzilhada, quando se aprende a se importar com as pessoas, aprende-se também a sofrer por elas. Pelo menos aqueles que verdadeiramente se importam, eu não queria, nunca quis que as pessoas ao meu redor sentissem também a mesma dor que eu senti quando me tornei indiferente, eu não quero ser impotente, nem imprestável, eu não quero vê-la chorar, nem se arrepender. Mas não importa o quanto eu tente entender, ou ajudar, ou até mesmo amenizar os problemas dos outros, eu sempre falho. As minhas perguntas não responde, nem as tuas que faz a você mesma, é como se eu falasse com uma parede, uma linda parede branca e confusa, cheia de rachaduras que só são vistas quando o observador se aproxima dela. Eu quero ver a parede cheia de desenhos, repleta de cores e recheada de alegria, eu quero ver os detalhes das suas angustias, do teu détresse, mas principalmente eu quero ver você abraçando o mundo, sorrindo pras estrelas, todas as estrelas e não só uma, pois em cada estrela há um brilho diferente e afinal das contas, todos nós enxergamos o mesmo céu, seja na luz ou na escuridão, o céu é igual pra todos nós.

Esse texto, nesse momento, foi perfeito. Roubei da última loser romântica. Que saudade estranha tenho dela às vezes. Mariana Utida: eu sou sua fan. Continue vendo estrelas, mas trate de cuidar da sua parede.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

alone together.

e assim a coisa vai.